Ecologia Urbana

Blog da disciplina de ecologia urbana, do 5º ano da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, docência do Professor Doutor Jacinto Rodrigues

9.7.07

cartaz do movimento massacriticapt.net

divulguem nas escolas secundárias!! (ao clicar na imagem, é possível visualizá-la em tamanho real suficiente para impressão e para ler os textos.)

6.7.07

Live Earth - 7 de Julho 2007

Apelo a todos os amigos dos blogs ecologia urbana e esteira do ambiente para a solidariedade e mobilização em torno do Live Earth no dia 7 de Julho.

22.6.07

Bambu e Adobe - Escola no Bangladesh



Para ver mais fotos e todas as informações, visite o site oficial deste projecto.

Construção em Bambu, obra de Simon Velez

Apresentação realizada pela Ana Monteiro, na aula do dia 19 de Junho.

19.6.07

Livro da cadeira IN PROGRESS... enviem os ficheiros que não estão na lista!


Victor e Arrate estão a preparar o livro da cadeira que vai estar pronto para todos os interessados no próximo mês de julho. Agora é momento de conseguir toda a informação. Se ainda não aparecem nesta lista enviem os seus ficheiros (doc, pdf,pps,jpeg) ao email da Arrate arrateaav@gmail.com




Resumos das aulas
10-10-06 Ana Coelho e Sara Ribeiro
17-10-06 Ana Simões e Helder Lopes
24-10-06 Arrate Arizaga e Ekeseni Bragança
31-10-06 Ana Catarina Monteiro e Carisa Borges
7-11-06 Nuno Miguel Pinto e Paulo Moreida
14-11-06 Giles Alvarenga e Victor García
21-11-06 Ana Simões e Sara Ribeiro
9-01-07 Sara Ribeiro
16-01-07 Helder Lopes
23-01-07 (Imre Makovecz)


Temas
Energias
-Ondas (Ana Catarina Monteiro)
-Marés (Gustavo Carvalho)
-Eolica (Ana Simões)
-Solar (Helder Lopes)
-Geotermia (Paulo Moreida)

Biografias
-Bill Dunster (Helder Lopes)
-Baronnet (Daniela Pinto Marques)
-Agostinho da Silva (Ana Catarina Monteiro e Carisa Borges)
-Buckminster Fuller (Ana Coelho)
-Jean Nouvel (Ana Catarina Monteiro)
-Peter Zumthor (João Couto)
-William McDonough (Arrate Arizaga)
-Renzo Piano (Ana Simões)
-Rocky Mountain Institute (Gustavo Carvalho)
-Shigeru Ban (Nuno Miguel Pinto)
-Gurdjieff (Sara Ribeiro e Rui Resende)
-Vernadsky (Diana Fernandes)

Projectos
-Bedzed (Ana Simões)
-Como construir um duomo (Nuno Miguel Pinto)
-Emsher Park (Sara Ribeiro)
-Prohabitar (Gilles Alvarenga)


Glosario
-Química verde (Sara Ribeiro)
-Biocombustíveis (Daniela Pinto Marques)
-Bionica (Nuno Miguel Pinto)
-Biosfera (Daniela Pinto Marques)
-Biosfera 2 (Helder Lopes)
-Desenvolvimento ecologicamente sustentado (Nuno Miguel Pinto)
-Ecologia Urbana (Sara Ribeiro)
-Permacultura (Paulo Moreira)
-Ecosfera (Arrate Arizaga)
-Phytoremediação (Arrate Arizaga)
-Teoria da complexidade (Nuno Miguel Pinto)


Manifestos
-Lucien Kroll Manifesto (Paulo Moreira)
-Manifesto pelo desenvolvimento sustentável (Gilles Alvarenga)

Presentações

-Ana Monteiro
-Ana Coelho
-Helder Lopes
-Victor Segarra
-Arrate Arizaga

Fichas pessoais

Ana Coelho
Ana Maria Osorio
Carisa Borges
Helder Lopes
Diana Fernandes
Ana Catarina Monteiro
Ekeseni Bragança
Gilles Alvarenga
Marlene Silva
Nuno Miguel Pinto
Victor Segarra
Arrate Arizaga



Avaliaçao 1
Ana Coelho
Arrate Arizaga
Daniela
Gustavo Carvalho
Helder Lopes
Ana Monteiro
João Couto
Nuno Miguel Pinto
Sara Ribeiro

Avaliaçao 2
Ana Monteiro
Victor Segarra
Arrate Arizaga

18.6.07

Professor Jacinto Rodrigues nas Comemorações do Mês de Portugal no Canadá



10 Junho: Exposição de inventor português quer motivar luso-canadianosMontreal, Canadá 10/06/2007 05:56 (LUSA)Temas: Artes, Cultura e Entretenimento Montreal, Canadá, 10 Jun (Lusa) - Uma exposição sobre o inventor e cientista português Manuel António Gomes, um dos pioneiros defensores da utilização da energia solar, foi apresentada às comunidades lusas de Gatineau e Montreal, no âmbito das celebrações do Dia de Portugal. Conhecido por Padre Himalaya, Manuel António Gomes foi um sacerdote e cientista português que no início do século XX obteve o Grande Prémio da Exposição Universal de St. Louis, EUA, em 1904, pelo projecto do "Pirelióforo". O "Pirelióforo" é um forno solar de grandes dimensões que constitui um dos primeiros projectos de concentração da energia solar a altas temperaturas, visando aplicação industrial. Para apresentar esta exposição deslocaram-se ao Canadá o prof. Jacinto Rodrigues, da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, e o cineasta Jorge António, respectivamente autor de uma das mais completas biografias sobre a vida e obra do inventor e realizador do filme "The amazing story of Father Himalaya - um pioneiro na energia solar". Em declarações hoje à Lusa, o prof. Jacinto Rodrigues realçou que a mostra no Canadá "pretendeu aumentar a auto-estima no seio da comunidade portuguesa e transmitir aos jovens [luso-descendentes] que há valores e contributos de inventores portugueses que não são de desprezar em relação a sociedades que estão mais avançadas [face à portuguesa]". No entender deste docente universitário, a actualidade dos ensinamentos do Padre Himalaya reside na sua postura visionária "eco-desenvolvimentista", de que as energias renováveis substituirão as energias fósseis (como o petróleo), assim como na utilização das florestas e na defesa de reformas educativas. A exposição do Padre Himalaya no Canadá foi uma iniciativa do Centro Comunitário Português Amigos Unidos, da cidade de Gatineau, junto à capital canadiana Otava. Nascido em 1868 em Cendufe, concelho de Arcos de Valdevez, e falecido em 1933 em Viana do Castelo, Manuel António Gomes registou ao longo da sua vida de cientista várias patentes, entre as quais a do "Pirelióforo", de um novo tipo de explosivo, assim como de algumas relativas à criação de um turbo-motor. José Carlos Rodrigues, um dos responsáveis pela iniciativa, disse à Lusa que um dos desejos da exposição é "criar o movimento ecológico Padre Himalaya junto da comunidade lusa". A exposição esteve patente a 02 e 03 de Junho em Gatineau, integrada na primeira realização do "Mês da Herança Portuguesa" naquela cidade, e a 08 de Junho em Montreal, na "Semana de Portugal", ambas no quadro das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Presente no arranque da primeira celebração do "Mês da Herança Portuguesa em Gatineau, a 01 de Junho, o Embaixador de Portugal no Canadá, João Pedro da Silveira Carvalho manifestou regozijo por esta ter sido " primeira cidade da província da do Quebeque a adoptar o "Mês da Herança Portuguesa", reconhecendo, assim, a importância da Comunidade Portuguesa no desenvolvimento e crescimento de Gatineau e a sua região, bem como o valor acrescentados do seu contributo cultural". "Esperemos que o Governo da Província da Quebeque, que conta com a segunda maior comunidade portuguesa no Canadá, siga este exemplo em 2008", afirmou ainda o diplomata português. Além de Gatineau, desde 2006 que na Colúmbia Britânica - costa pacífica do Canadá - se celebra com carácter oficial o "Mês da Herança Portuguesa", na sequência da declaração do Procurador-Geral e Ministro do Multiculturalismo da província. Também com grandes comunidades lusas, Toronto e Montreal organizam a "Semana de Portugal" com vastos programas de festividades. Este ano, o embaixador de Portugal no Canadá desloca-se a Montreal para assistir à cerimónia do 10 de Junho - Dia de Portugal, organizada pela comunidade portuguesa ali radicada. EF. Lusa/fim. ------------------------------------------------Elisa FonsecaNews Correspondent of Lusa in CanadaOffice phone: 450-965-4244Cellphone: 514-926-0998e-mail: efonseca@lusa.pt

24.5.07

Urbanismo Sustentável

Artigo do professor Jacinto Rodrigues, datado de 1995, disponível num blog muito interessante: http://pimentanegra.blogspot.com/ 1 – Dote-se o país de geradores de energia renovável(eólicas, protótipos solares – fotovoltaicos, gazómetros de biogás, centrais de marés, anemotrices e sistemas de produção hidroeléctrica). Articulem-se os vários sistemas entre eles, porque a complementaridade das energias renováveis é evidente. Exemplo: quando desaparece o sol levanta-se o vento; o gás metano pode aumentar se aquecido por processos energéticos suplementares. Por isso, as minicentrais de múltiplos processos de produção energética são essenciais. 2 – Dote-se o país com um plano hidrológico descentralizado. Por exemplo: com pequenas e médias albufeiras ( formando uma coluna vertebral entre interior e litoral, cruzando os vários rios do país) poder-se-á permitir uma maior igualdade de oportunidades hídricas para todo o país. 3 – Plantem-se florestas e não «florestas industriais» (monocultura de eucaliptos). Exemplo: organize-se uma eco-agricultura que articule harmoniosamente os vários sistemas integrados do desenvolvimento rural, onde se possa conceber uma rede sanitária e formativo-informática. É para isso que pode ser útil o avanço da interacção cibernética e telemática. 4 – Dote-se o país de estações biológicas de reciclagem de lixos e águas residuais. Serão estações descentralizadas, em vez de mega-estruturas ( industriais e hipercentralizadas) que apenas transformam lixo noutros lixos mais venenosos ( as dioxinas). As estações biológicas descentralizadas têm outra lógica. São «máquinas vivas» que reciclam e renovam. É uma lógica eco-sistémica e não tecnicismo das indústrias de tratamento químico. As estações biológicas de reciclagem resultam da organização consciente dos eco-sistemas, de maneira a que os lixos, reduzidos ao mínimo, sejam introduzidos no sistema ecológico, integrando um ciclo auto-organizado. Exemplifiquemos com um tipo de «bio-ETAR» ( estação ecológica de tratamento de águas residuais) para melhor vivermos a diferença entre a tecnociência e a ecotécnica. Exemplo: uma parte da aglomeração urbana ( bairro) ou então num pequeno aglomerado rural, como em Jarna (Suécia), existe uma mancha verrde que entra dentro da povoação e se distende até ao Báltico. À primeira vista é um jardim com lagos, flores e árvores. Mas, aproximando-nos um pouco, vemos cascatas com formas escultóricas fazendo redemoinhos na água batida que se lança em pequenas lagoas com jacintos aquáticos, junquilhos e algas. Envolvendo as margens, existe um enorme roseiral e, num círculo mais estrito, os junquilhos cercam o pequeno lago de águas oxigenadas pelas cascatas e filtradas por areias e argila. Algas, fungos, caracóis e peixes constituem elementos de um ecossistema variado onde não faltam patos selvagens. As pequenas lagoas vão-se interligando por canais que anunciam novos ecossistemas. Durante este percurso, onde uma flora abundante envolve os tais jardins, descobrimos que as águas residuais se vão reciclando…Trata-se de uma estação ecológica de «tratamento» de águas e resíduos orgânicos. De facto, é um jardim útil e agradável. Útil pela reciclagem e agradável. Útil pela reciclagem, mas ainda pela produção de excedentes: peixes, patos e plantas podem ser retirados para alimentação. No miradouro da meditação, já junto ao Báltico, a água corria transparente e límpida. Demo-nos conta de que aquele jardim agradável e tão útil continha este mistérios espantoso da reciclagem da natureza. Esta organização geram do território, reequilibra as regiões e cria sustentabilidade para o país. Esta decisão estratégica é essencial como força motora. Mas é importante que os municípios giram eles próprios novas sinergias desses ecodesenvolvimento. Em Maio de 1994 decorreu na Dinamarca, em Aalborg, a conferência europeia sobre cidades sustentáveis. Estabeleceu-se uma carta – conhecida hoje pela carta de Aalborg. Várias cidades subscritoras desse documento pretendem levar à prática a sustentabilidade das cidades europeias, mostrando ser possível, a um nível mais local, concretizar o espírito da Conferência das Nações Unidas, realizada no Rio de Janeiro em 1992. No concurso de ideias para Monção foi aprovada uma estratégia de uma ecopólis, uma proposta de cidade ecológica. Aproveitando os recursos geotérmicos, a proposta aprovada defende estes pressupostos de urbanismo ecologicamente sustentável. Está, pois, a gerar-se por toda a parte a necessidade de se promoverem soluções de ecodesenvolvimento. É preciso dotar as instituições de formação de planeadores e urbanistas de maneira a poder dar-se uma resposta teórica e ecotécnica à nova organização territorial que a nova sociedade vai exigindo. Autor: Jacinto Rodrigues (reprodução integral de um artigo de Jacinto Rodrigues publicado no Jornal de Notícias de 25 de Agosto de 1995)