Ecologia Urbana

Blog da disciplina de ecologia urbana, do 5º ano da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, docência do Professor Doutor Jacinto Rodrigues

30.5.08

1ª Conferência Internacional sobre Ensino, Investigação e Desenvolvimento em Angola - Universidade do Minho 15 a 17 de Maio 2008


O Professor Jacinto Rodrigues fez uma comunicação na 1ª Conferência Internacional sobre Ensino, Investigação e Desenvolvimento em Angola, na Universidade do Minho, Braga no dia 15 de Maio e cujo resumo se segue:

Jacques Delors, no Relatório apresentado à UNESCO, pela Comissão Internacional sobre Educação para o Séc. XXI , em 1999, refere os quatro pilares necessários para uma mudança de paradigma educativo:
a) aprender a conhecer;
b) aprender a fazer;
c) aprender a viver em conjunto;
d) aprender a ser;
Contudo, este modelo educativo terá que ser inserido num paradigma mais vasto. Um novo paradigma civilizacional. Nesse novo paradigma civilizacional teremos que rever a questão do modo de produção, dos tipos de energia e dos processos e meios tecnológicos.
Na actual situação ecológica de esgotamento da biosfera (energia, espécies e bens naturais) de contaminação poluitiva (poluições globais, secas, mudanças climáticas etc.) e exclusão social, terá que se impor uma mudança não apenas no modelo operativo mas, se queremos sobreviver e viver numa relação simbiótica com a natureza, no processo civilizacional.
A tecnosfera produzida pelo homem gerou pontos de ruptura com a biosfera que já não possui força regenerativa face ao referido esgotamento e contaminação. São claros também os sintomas de crise profunda na sociedade, alargando-se o fosso entre ricos e pobres, gerando-se conflitualidade e violência face às dissimetrias regionais e internacionais, até à fome, miséria e genocídio.
A concorrência desenfreada e a competitividade predatória estão a desarticular toda a eco-economia essencial da biosfera, gerando incontroláveis situações catastróficas: mudanças climáticas, catástrofes naturais, desertificação e perca de biodiversisdade nos ecosistemas.
Neste sentido, o paradigma pedagógico, tal como o pensamento e a cultura e o modo de vida em geral, terão de se ecologizar.
O que propomos para o paradigma pedagógico é ecologizá-lo. Assim, ecologizar a proposta de Jacques Delors é:
a)Eco-empreender , isto é fazer ecologicamente as actividades tecno-estruturais;
b)Eco-aprender a aprender, isto é, aprender a conhecer com o pensamento ecologizado;
c)Eco-aprender a viver em conjunto e em solidariedade para com a biosfera,
criando as simbioses necessárias entre natureza, ecotecnologia e eco-sociedade.
d)Aprender a ser ecologicamente, para se poder viver em harmonia com a
existência saudável duma biosfera.
Só a partir desta orientação estratégica, se podem elaborar os currículos de formação adequados ao ecodesenvolvimento. Esses currículos articulam-se ainda de forma tripartida, embora, sistemicamente em interacção:
a) Formação, no sentido das necessidades de autonomia alimentar, construtiva e
logística de base – Eco-emprender – fazer;
b) Formação criativa, relacional e ainda higiene e saúde – Eco-relacionar-se com os outros e com a biosfera;
c) Eco-apreender saberes para uma estratégia de eco-desenvolvimento.
Interessa compreender que toda essa triarticulação de currículos se relaciona com um trabalho de auto-desenvolvimento para uma consciência auto-reflexiva que tem a ver com a dimensão do ser, de que também fala Jacques Delors. Só com esse trabalho, de definição paradigmática e de estratégias curriculares adequadas, poderemos definir uma conveniente gestão da cultura e do ensino.
A problemática da cultura e do ensino tem a ver com o modelo de desenvolvimento que se discute actualmente na U.E. e no mundo e que assenta numa oscilação entre o neoliberalismo, cujo interesse se articula em torno do mercado e dos interesses lucrativos das multinacionais e o capitalismo de Estado, previdencialista, em que a regulação económica se faz através do “neokainesianismo” ou através do planeamento do Estado autocrático.
Porém, esta situação aparentemente dicotómica tem, afinal, três sujeitos. Aquilo a que se chama o triângulo de “Krohm”.
Com efeito, para além da polaridade Empresa/Estado, existe a expressão duma sociedade autónoma cuja expressão se traduz na auto-gestão participativa e cooperante.
Neste sentido, a questão não é mais Estado ou mais Empresa privada, mas mais sociedade civil auto-organizada.
Por isso, o ensino e a cultura, no desenvolvimento ecologicamente sustentado, terá cada vez mais a ver com a organização consciente e participativa da sociedade civil e menos a ver com formas de mercadoria lucrativa, na órbita das multinacionais ou das manipulações ideológicas do Estado autoritário.

Conferência PEDAGOGIA PARA UMA SUSTENTABILIDADE - Universidade da Beira Interior - Covilhã 7 de Maio 2008







Integrada no IV Ciclo de Conferências em Arquitectura, da Universidade da Beira Interior, o Professor Jacinto Rodrigues realizou uma palestra sobre Pedagogia para uma Sustentabilidade.

Seminário "O Metabolismo Circular e o Eco-Urbanismo" Escola Universitária Vasco da Gama - 23 de Abril de 2008

O Professor Jacinto Rodrigues realizou, no dia 23 de Abril de 2008, a convite da Escola Universitária Vasco da Gama, em Coimbra, um Seminário sobre o Metabolismo circular e o eco-urbanismo.


27.5.08

Actividades pedagogicas - integraçao ao trabalho de grupo (1º semestre)

Algumas das actividades da disciplina de Ecologia da Faup (2007/2008) em video. Dez minutinhos a nao perder. Cortesia do nosso simpatico e ecologico amigo Andre Scarpa. Obrigado Scarpa.

Nota: Nenhum animal foi ferido, nem nenhum rio poluido na elaboraçao deste video. Foi tudo feito digitalmente.

Ivan Dejmal

Introducão

Ivan Dejmal foi um ecologista, arquitecto do ambiente, político e líder as organizações anticomunistas. Ele foi uma pessoa muito importante no cenário político, interessando-se pela protecção do ambiente natural sendo um dos fundadores das leis desta disciplina na República Checa. Ele também criou algumas organizações ecológicas e promoveu conferências onde os problemas são ainda hoje resolvidos.




por Helena Kopová 5°Ano FAUP

20.5.08

ECOSFERAS - CONCEITO



Sustentabilidade

1_DEFINIÇÂO DO CONCEITO: EXEMPLO PRÁTICO.

A ecosfera original (Ecosferas®) nasceu da investigaçâo aeroespacial da Nasa. Se procuravam sistemas fechados no espaço onde os astronautas pudermam viver en viajes longes. Queríanm encontrar um entorno autosuficiente, producendo alimentos e oxigeno para a tripulaçâo e manter a àgua e o aire limpo y reutilizable. A Nasa deu esta tecnología para que o pessoal pudiesse compreender melhor o equilibrio na natureza. E estos pequenos munos tâo fascinantes sâo as Ecoesferas.

É o primer ecosistema totalmente fechado; un mundo pequeno completo e autosuficiente dentro duma bola de cristal. Fácilmente manejable, uma ecosfera é um elemento de aprendizajem que vai proporcionar informaçâo interesante sobre a vida no nosso planeta, assim como uma mostra da tecnología para a futura exploraçâo do espacio.

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Num sustrato de água marina filtrada habitam os camarôes vermelhos, com outrosmicroorganismos activos e algas.Debido a que la ecosfera es un ecosistema autosuficiente, no es necesario ningún aporte alimenticio externo.

Simplesmente deve fornecer a seu ecosphere uma contribuição da luz indireta natural ou artificial que reserva para manter o ciclo biológico, para apreciar este jogo da arte e a ciência, a beleza e o contrapeso. Para ser um sistema closed e independente, os recursos vivos do trabalho de Ecospheres sem contaminar o medio.ambiente, de modo que o ecosphere não necessite limpar e somente ele requerem um cuidado mínimo. A expectativa média da vida de Ecospheres realiza-se de dois a cinco anos, embora algumas caixas dos shrimps ocorram que começaram alcançar os 20 anos em seu ecosphere. Vê o manual para uma informação mais grande sobre o ecosphere.

O ecosistema está formado por os camarôes, o àgua filtrada, as algas, a gorgonia e a gravilla.
A Ecosfera é um exemplo de desarrollo sostenivel.

No caso do que estamos a falar só há de requerir luz externa para a sua auto-suficiença.
A luz e o dióxido de carbono permite a produçâo de oxígeno das algas, e os camarôes alimntam-se das algas e bacterias, e respiram o oxígeno gerado pelas algas na fotosíntesis.
Os camarôes e as bacteria producem também dióxido de carbono que é o que precisam as algas para producir oxígeno.

Produce-se portanto un sistema fechado e auto-suficiente

2_FONTES

2.1.- Sites

http://www.ecosferas.com/
www.ecosferaportuguesa.blogspot.com/

Referências da NASA:

http://spaceplace.nasa.gov/sp/kids/earth/wordfind/
http://www.nas.nasa.gov/About/Education/SpaceSettlement/teacher/lessons/bryan/ecosys/


Luis Quintano Navarro / Ecología Urbana 2007-08 / Erasmus FAUP

JOSE ORTEGA GASSET

1_VIDA E PENSAMENTO

1.1_ Biografia

Filósofo espanhol. Nasceu em Madrid
, 9 de Maio de 1883 e morreu no 18 de Outubro de 1955.

Ortega y Gasset iniciou os seus estudos no colégio de Jesuítas em Miraflores, Málaga (1891-97), frequentou a Universidade de Direito em Bilbao (1897-98) e a Universidade Central de Madrid (1898-1904) onde se doutorou em Filosofia (1904).

Continuou os seus estudos na Universidade de Berlim, Leipzig e Marburg entre 1905 e 1907, tendo trabalhado dois anos como professor na Escola Superior de Magistratura em Madrid.
Em 1910 foi nomeado professor de Metafísica na Universidade Central de Madrid. Nesse mesmo ano contraiu matrimónio com Rosa Spottorno Topete com quem constituiu família.

Ortega y Gasset fundou diversas revistas e jornais, como por exemplo o jornal Faro (1908), a revista Espanha (1915-23) e a influente Revista de Ocidente (1923-36), bem como alguns grupos com funções políticas, nomeadamente a Liga de Educação Política Espanhola (1914) e o grupo de serviço à Republica (1931).

Em 1930, Ortega y Gasset publicou uma das suas melhores obras, La Rebelion das Massas, onde caracteriza a sociedade do século XX .

Em 1931, após a queda do ditador Miguel Primo de Rivera e da monarquia, é declarada a segunda República Espanhola, sendo Ortega y Gasset eleito deputado pela província de León no novo congresso.

Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39) Ortega y Gasset é voluntariamente exilado na Europa e na Argentina, onde permaneceu até 1942, uma vez que não estava disposto a exercer as suas funções durante o regime de Franco.

Em 1945, após o final da 2ª Guerra Mundial, Ortega y Gasset voltou a Espanha, mais concretamente a Madrid, depois de ter estado exilado em Lisboa desde 1942. Em 1948 fundou o Instituto de Humanidades em Madrid.

Durante toda a sua vida Ortega y Gasset pronunciou inúmeras conferências em diversos países como a Alemanha, Suíça e Estados Unidos da América. Publicou também imensas obras. José Ortega y Gasset deu a sua última conferência em Veneza em 1955. Faleceu em Madrid a 17 de Outubro desse mesmo ano sendo sepultado no cemitério de San Isidro.
Ortega y Gasset é considerado o maior filósofo espanhol, tendo influenciado grandemente o renascimento cultural e literário de Espanha no século XX.

A sua contribuição mais importante foi a teoria de “Eu sou eu e a minha circunstância”, estudando a importância do contexto na formação da nossa pessoalidade.

1.2.- Eu sou eu e a minha circunstância

Com a frase “Eu sou eu e as minhas circunstâncias “ Ortega insiste no que rodeia o homem, não só o mais imediato, senão também o remoto; não só o físico, também o histórico e espiritual.

Na opinião de Ortega, o homem é o problema da vida e percebe a vida como algo concreto, incomparável, único: “A vida é o individual”; se calhar, “Eu no mundo”; e esse mundo é uma coisa ou uma suma delas, senão um cenário, porque a vida é tragédia ou drama, algo que o homem faz e acontece com as coisas.

Viver e um relacionamento com o mundo, uma direcção a ele, uma preocupação com ele. Noutros termos, “a realidade que rodeia homem produz a outra metade da nossa pessoalidade”

O homem é um ser submergido numa circunstância (ou natureza) e esta representa varias concepções do seu estado físico e mental.

Assim o homem tem a missão da satisfação das circunstâncias, tem a tarefa da criação da “Técnica” e pomos definir como: “ a reforma que o homem impõe à natureza para conseguir a satisfação das suas necessidades.

2_EXEMPLO DE APLICAÇÂO NA ARQUITECTURA

2.1.- CASA MALAPARTE. Adalberto Libera

Arquitecto: Adalberto Libera
Cliente: Curzio Malaparte
Cidade: Capri (Italia)
Anos: 1940

A Casa Malaparte de Adalberto Libera é uma das obras mais interessantes na história da arquitectura, mas a sua importância radica não só nas suas qualidades arquitectónicas próprias, senão na sua atitude no relacionamento com o contexto. É um exemplo único e aproveita as circunstâncias externas para fazer a obra mais interessante. A paisagem e a Casa na sua união conseguem um lugar incrível, é mesmo fácil observar como a casa fora do contexto não poderia conseguir o mesmo efeito, mas também como o paisagem sem a obra não poderia ser único.
Como Ortega dizia “Eu sou eu e as minhas circunstâncias”, a Casa Malaparte é ela mesma e as circunstancias, e não só o paisagem.

São muitas experiencias de artistas que nós fazem pensar na importância do contexto, seja como exemplo Marcel Duchamp. Na obra “Fountain” Duchamp percebe como as coisas mudam de realidade fora do seu contexto mais previsível. Os factores externos sâo tão importantes como os próprios objectos.

Este exemplo faz perceber como se pode fazer arquitectura não só com respeito à natureza senão que melhore as suas próprias condições, consegue seja ainda mais belo.

3.- BIBLIOGRAFIA

ORTEGA Y GASSET

-
www.ortegaygasset.edu/

- es.wikipedia.org/wiki/José_Ortega_y_Gasset



CASA MALAPARTE

- es.wikipedia.org/wiki/Casa_Malaparte

-
www.mansilla-tunon.com/circo/epoca5/pdf/2002_105.pdf
(Artículo para a revista Circo dos arquitectos espanhois Emlio Tuñón y Luis Moreno Mansilla)

Luis Quintano Navarro / Ecología Urbana 2007-08 / FAUP